Nascido em 1944, em Viseu,
António Franco Alexandre
é tido como um dos melhores poetas nacionais da
actualidade. Doutorado em Matemática e em Filosofia,
viveu e estudou em França (Toulouse e Paris) e nos
Estados Unidos (Harvard).
Estreou-se como poeta com a
publicação de Distância em 1969. Foi
com a publicação de Sem Palavras Nem Coisas,
1974,
que a sua obra se afirmou, com um «discurso
centralmente inovador» (Joaquim Manuel Magalhães),
numa poesia que cruza diversas referências
culturais. Em 1975, regressa a Portugal para
leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa.
Segue-se a publicação das obras
Os Objectos Principais (1979), A Pequena
Face
(1983), As Moradas 1&2
(1987),
Oásis (1992).
Em 1996 reúne todos os
livros que havia publicado até então, à excepção do
primeiro, Distância, em
Poemas.
Em 1999 publica Quatro
Caprichos,
em 2001 publica Uma Fábula, em 2002
Duende e em 2004
Aracne. Duende é, segundo Eduardo
Prado Coelho, «um dos mais belos livros de
poesia amorosa que se escreveram desde há muito em
língua portuguesa».
Entre outros prémios literários,
Franco Alexandre recebeu, em 1984, o Grande Prémio
de Poesia do
PEN Clube Português (A Pequena Face), O
Prémio Luís Miguel Nava
1999 (Quatro Caprichos) e o
Grande Prémio APE de Poesia 1999
(Quatro Caprichos) e, em
2003, o Prémio D. Dinis (Duende) e em
2005
Duende, é o vencedor do Prémio
Corrente D´escritas/Casino da Póvoa. O júri do
Prémio Corrente D´escritas classifica Duende como «um
livro que conjuga numa tensão permanente o fragmento
e a totalidade, num poema feito de 52 sonetos, onde
a originalidade do processo enunciativo impera
dificultando a leitura, mas onde o ritmo e a rima
colmatam essa dificuldade no sentido de uma
evidência».
Sendo considerado como uma das
vozes poéticas mais originais da literatura
portuguesa,
António Franco Alexandre está, sem dúvida, entre
os nossos maiores poetas.
Sobre António Franco Alexandre
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