Agrípia


Carlos Fernández Iglesia

 

 

Agrípia, foi a partir de ti que eu renasci

na luminosa corola de um sorriso

e os meus navios cinzentos e perdidos

seguiram a bondade do seu rumo.

Esta casa não seria a minha casa

se não fosse a tua branca arquitectura

e o teu hálito límpido que me guarda

nas suas tranquilas coordenadas.

Por ti o horizonte está em casa

e nele eu vivo contigo a ondulada

permanência da alma ilumindada.

 

 

in « Nomes de Ninguém (1997) »
Antologia Poética

«- Índice da Obra de António Ramos Rosa>